quinta-feira, 7 de maio de 2015

Receitas da Administração direta realizadas até abril/2015


 Há muitas pessoas que não acreditam na crise financeira do Estado, atribuindo o fato ao choro costumeiro dos governadores. 

Outros não acreditam que no orçamento de 2015, entre despesas subestimadas, receitas fictícias e superestimadas, havia uma buraco de mais de R$ 5 bilhões. 

Na época fizemos  um artigo que foi publicado na Zero Hora, denunciando que no orçamento faltavam R$ 5,4 bilhões. Mas quase  ninguém acreditou nisso. Fomos acusados por alguns de exagerados.  O orçamento foi feito prevendo uma receita corrente de 16,7% maior que a arrecadação de 2014 e de 13,6% no ICMS. Ambos estão com 6,4% a mais até abril. Além disso foram colocadas receitas fictícias de R$ 2,8 bilhões. 

Para aqueles  que ainda mantêm essa dúvida, sugiro que deem uma olhada na síntese abaixo das receitas da Administração Direta.

Considerando que o mês de abril representa 33,3% do exercício, calculamos a arrecadação proporcional e diminuímos da receita realizada até então. A receita de capital não obedece a essa proporcionalidade, mas corrente tem mais ou menos esse comportamento.

As receitas correntes tiveram um grau de realização de 29,1%, sendo as próprias, 28,8%. As receitas de capital, ingressaram apenas 1,4% e talvez não passe muito mais disso, pelas seguintes razões:
i)    As operações de crédito estão com  limite  da lei de responsabilidade fiscal esgotado.
ii)             As demais receitas de capital são fictícias.
iii)           Já as transferências de capital é que podem ingressar, mas em 33% do ano ingressaram somente 1,9%.

Resumindo, até abril ingressaram a menos que o previsto R$ 2,5 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhão de receitas correntes e R$ 774 milhões, receitas de capital.

Essas coisas vão começar a mudar quando adotarmos um orçamento real, o que foi tentado pela então-governadora Yeda, contra o que teve até ações na justiça.

Esse é o rombo na parte da receita, mas há também o da despesa, que só para a folha do magistério falta R$ 1 bilhão.

Um dia corrigiremos isso, bastando para isso que façamos um firme propósito nesse sentido. 


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